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| Biografias |
Biografias - Debret - Djanira - Gustavo Rosa - Juarez Machado - Rugendas - Tarsila do Amaral - Walmir Teixeira
Alfredo Volpi (1896 -1988) Nascido em Lucca, Itália, veio para o Brasil ainda recém-nascido. Com 18 anos começou a pintar paisagens. Participou da criação do Grupo Santa Helena, integrando-se, na década de 1930, à Família Artística Paulista. A partir de 1951, após regressar de uma temporada na Europa , onde conheceu a obra de Giotto e outros importantes artistas italianos, passou a pintar mastros, bandeirinhas e fachadas, tornando-se o grande colorista do Brasil. Recebeu o prêmio de melhor pintor brasileiro na Bienal de São Paulo, em 1953, participou quatro vezes da Bienal de Veneza e teve sua obra exibida em Nova York, Paris,Tóquio, Roma e outros importantes centos artísticos do mundo.
Debret (1768 - 1848) O francês Jean-Baptiste Debret nasceu em Paris, onde iniciou sua vida profissional, sob a influência de dois pintores, seus parentes distantes: Jacques-Louis David e Boucher. Ao cair no ostracismo após a derrota de Napoleão Bonaparte, foi convidado pelo czar Alexandre I para trabalhar em São Petersburgo. Preferiu integrar a Missão Artística Francesa, chefiada por Lebreton, que veio ao Brasil a convite de João VI. Viveu no Brasil entre 1816 e 1831, dedicando-se à pintura e ao magistério, Em suas telas Debret retratou não apenas as paisagens, mas sobretudo a sociedade brasileira, destacando a forte presença dos escravos. Foi iniciativa sua a realização das duas primeiras exposições de arte no país (1829 e 1830). De volta à França, logo publicou o álbum Voyage pittoresque et historique au Brésil (1834).
Djanira (1914-1979) Autodidata e primitiva, Djanira da Mota e Silva nasceu em Avaré, no interior de São Paulo. Mestiça de índio e europeu, teve uma vida humilde. Após ficar viúva, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi costureira e dona de pensão, o que levou-a a fazer amizade com artistas plásticos. Estudou com Milton Dacosta, Pierre Chabloz e Emeric Marcier, um de seus pensionistas. Começou a pintar em 1940 e sua obra tem duas fases. A primeira enfoca a vida carioca e os costumes norte-americanos, influência de uma viagem aos Estados Unidos, em 1945. Nesse período, utilizava cores misturadas e figuras em movimento. Na segunda fase, suas cores são claras e brilhantes. Dedicou-se também à arte sacra. Viveu algum tempo com os índios Canela e depois entrou para a Ordem Terceira do Carmo, adotando o nome de irmã Teresa do Amor Divino. Faleceu no convento.
Gustavo Rosa (1946) Artista gráfico, gravador e desenhista, o paulistano Gustavo Machado Rosa abandonou a carreira de publicitário, em 1967, para dedicar-se exclusivamente à pintura. Realizou sua primeira exposição individual na Galeria Alberto Bonfiglioli em 1970. Em 1974 estudou gravura com o norte-americano Rudy Pozzati, no MAB/Faap. Vinte anos depois, em 1994, lançou uma grife com seu nome em Nova York. Entre as exposições de que participou, destacam-se a Exposição Brasil-Japão, no Museu de Belas Artes de Tóquio (1979/80); Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro, 1979; Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM/SP, 1980/83; Feira Internacional de Lisboa, 1986; e 3rdArt Exibicion (Art Expo) no Centro de Convenções de Los Angeles, Estados Unidos. Realizou exposições individuais em Nova York (Kouros Gallery, 1982), Los Angeles (Gordon Gallery, 1989), Miami (Collection Gallery. 1992), Berlim (Palast Hotel, 1992) e Barcelona, Espanha (Museu Picasso, 1994), entre outras.
Juarez Machado (1941) Catarinense de Joinville, estudou na Escola de Belas Artes de Curitiba e participou ativamente do movimento artístico de vanguarda em torno da revista Joaquim, na capital paranaense, em fins dos anos 1940 e início dos anos 1950. Em 1966 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde diversificou suas atividades, como ilustrador, decorador, cenógrafo de teatro e televisão, escultor e chargista. Recebeu vários prêmios em salões brasileiros e internacionais. A partir de 1986 radicou-se em Paris e expõe com freqüência na Europa e nos Estados Unidos.
Rugendas (1802 - 1858) Johan Moritz Rugendas nasceu em Augsburg, na Alemanha e chegou ao Brasil em 1821, na expedição do naturalista e diplomata alemão barão Georg Heinrich von Langsdorff, um dos primeiros exploradores estrangeiros a dedicar-se à zoologia no Brasil. Com ele, Rugendas viajou pelo país a fim de coletar material para pinturas e desenhos. Posteriormente visitou outros países sul-americanos, com o mesmo objetivo. Sua temática era predominantemente paisagística e de representação de cenas do cotidiano. De regresso à Europa escreveu o livro Viagem pitoresca ao Brasil.
Tarsila do Amaral (1890-1973) Nasceu em Capivari, interior de São Paulo. Iniciou seus estudos em 1917 e, três anos depois, mudou-se para Paris, onde foi aluna de André Lothe e Fernand Leger. Em 1922, ligou-se aos modernistas brasileiros, formando com Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Anita Malfatti e Menotti Del Picchia, o Grupo dos Cinco. Tarsila casou-se com Oswald de Andrade e foi muito influenciada por ele. Em 1928 pintou Abaporu, tela que inspirou o movimento antropofágico brasileiro. Expôs na Galeria Percier, em Paris (1926) e no Museu de Arte Ocidental, em Moscou (1931) e teve uma sala dedicada à retrospectiva de sua obra na Bienal de São Paulo de 1963.
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